Orquídeas Phalaenopsis: família, classificação e anatomia

Anatomia e Botânica
Curiosidades

Consideradas as mais delicadas entre todos os gêneros de orquídeas (o que significa que ainda são divididas em diferentes espécies), as Phalaenopsis se originaram em países do sudeste asiático – Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia – além do sul da China, Taiwan, Nova Guiné, entre outros países próximos.

O termo Phalaenopsis se origina das palavras gregas Phálaina, que significa mariposa, e Opsis, que significa “parecido”. Ou seja, elas são chamadas assim porque fazem lembrar uma mariposa em pleno voo, criando uma imagem bela e delicada.

Para conhecer ainda mais sobre as orquídeas phalaenopsis, é importante conhecer um pouco mais sobre a família, classificação e a anatomia desta planta que tanto amamos.

 

Família:

Como já era de se esperar a família de plantas à qual pertencem as phalaenopsis é a Orchidaceae, ou simplesmente Orquídeas. Considerada uma das maiores famílias de plantas, com inúmeras variações de subfamílias, tribos e gêneros, as orquídeas são encontradas na natureza em todos os continentes do planeta (exceto a Antártida). Ao longo dos anos, todas elas foram ganhando destaque para uso ornamental devido às variações de cores, aromas e formatos nos quais se apresentam.

O único uso não ornamental encontrado em uma orquídea ocorre no gênero Vanilla, da qual se extraem pequenas vagens que dão origem a uma especiaria aromática que chamamos de Baunilha.

No total, foram calculadas cerca de 25 mil diferentes espécies da família das orquídeas, o que torna esta família a maior de todas as famílias botânicas.

 

Classificação:

As Phalaenopsis podem ser classificadas em dois grupos diferentes que chamamos de Padrão e Miniatura.

As Phalaenopsis padrão se caracterizam por possuírem caules longos e ramificados, que podem chegar a até 1 metro de altura. As flores são arredondadas e possuem tons de rosa ou branco.

Enquanto isso, as Phalaenopsis miniatura possuem caules curtos, que não passam dos 30 centímetros. As flores são menos arredondadas e mais cerosas, além de cores mais pronunciadas.

Os dois tipos de Phalaenopsis são considerados plantas epífitas, ou seja, aquelas que na natureza podem se localizar em cima de outras plantas ou árvores, mas sem afetar ou causar danos ao hospedeiro – ao contrário das plantas e animais tidos como parasitas.

 

Anatomia:

As orquídeas Phalaenopsis são consideradas Monopodiais. Isso significa que um único rizoma, oriundo de uma única “fonte” da raiz, possibilita o crescimento de diversos caules capazes de gerar flores – outros gêneros costumam ser simpodiais, que geral diferentes pontos de raízes, que por si gerarão um só caule.

Confira as partes que integram as orquídeas Phalaenopsis:

 

– Raiz: fixa a planta ao substrato e é responsável por absorver os nutrientes necessários.

– Caule principal: um único caule que se origina da raiz, e que abre espaço para o surgimento de novas hastes sempre que for florescer novamente.

– Haste: é a “casa da flor”, que surge a partir do caule.

– Raiz aérea:outro tipo de raiz que absorve umidade e nutrientes do ar.

– Folha: também responsável pela “respiração” e alimentação da planta, as folhas das Phalaenopsis possuem furos minúsculos chamados de estômatos, e que são os responsáveis por manter a planta “respirando” e absorvendo energia da luminosidade solar.

– Cápsula ou botão: a flor em seus estágios iniciais de desenvolvimento.

– Flor: o verdadeiro motivo pelo qual cultivamos a planta, a flor de uma Phalaenopsis (e da maioria dos gêneros de orquídeas) pode ser dividida em diferentes partes. Algumas são muito fáceis de identificas:

  • Sépala Dorsal: a “pétala” apontada para cima.
  • Pétalas: as “asas da mariposa”.
  • Sépalas Laterais: semelhantes à sépala dorsal, mas voltadas para baixo.
  • Labelo: parte da flor que forma um arco

 

Pronto. Agora você conhece muito mais sobre as orquídeas Phalaenopsis.