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Orquídeas azuis: significado, curiosidades e como cuidar

Orquídeas azuis: significado, curiosidades e como cuidar

Ela encanta os nossos olhos com sua beleza estonteante e ainda embeleza qualquer local por onde passa. As orquídeas azuis são uma das flores mais procuradas aqui no Sítio Kolibri, e por isso merecem cuidados e informações especiais. Afinal, por que será que nos encantamos tanto com estas flores?

 

Como surgiram as orquídeas azuis

Diferente de todas as outras orquídeas, as de coloração azul não são encontradas na natureza. Elas surgiram a partir de uma nova tecnologia. De origem holandesa e patenteada, ela se baseia em uma técnica de infusão de tinta azul no caule de uma orquídea Phalaenopsis que é originalmente de coloração branca. Ao receber essa aplicação de tinta azul, a planta passa a colorir suas flores. A técnica não causa nenhum mal às orquídeas, e após o fim da florada, as flores seguintes voltarão a ser brancas.

Mas, afinal, porque ficamos tão fascinados pelas orquídeas azuis? Isso tem a ver com algumas coisas que o azul nos remete.

tamanho certo de orquídea

Significado da cor azul

Além de não ser uma cor muito comum na natureza – e inexistente em todas as espécies de orquídeas  – o azul é uma cor que favorece o exercício intelectual e tranquiliza por meio de seu efeito calmante. Associada à serenidade e harmonia, a cor azul também promove a diminuição da circulação sanguínea, redução da temperatura do corpo e da pressão arterial. Justamente por isso, as orquídeas azuis costumam ser muito associadas a ambientes de recuperação e são ótimos presentes com desejos de melhoras.

Devido à delicadeza da Phalaenopsis associada à coloração azulada, a orquídea Blue Mystique também é muito associada à feminilidade. Por isso, costumam ser usadas como presentes românticos, tornando-se uma forma de embelezar momentos especiais em relacionamentos.

 

Como cuidar das orquídeas azuis

É necessário ter atenção para alguns cuidados especiais:

– Regar de uma a duas vezes por semana, seja acrescentando pedras de gelo ou acrescentando água e deixando escorrer por 15 segundos, para assegurar que estejam molhadas. Antes disso, é importante verificar sempre se a raíz está molhada, para evitar que a planta se “afogue”.

– Manter em local bem ventilado e sem sol direto.

– Adubar a cada 3 ou 4 semanas com fertilizantes de proporção 10-10-10.

– Sem expor ao calor extremo, dar preferência a janelas e espaços luminosos.

Com cuidados assim, orquídeas azuis podem ter flores por até 3 meses, embora o tempo de florada possa variar bastante, sendo 30 dias o tempo médio mínimo.

6 cuidados básicos para cuidar bem da sua orquídea

É muito comum recebermos dúvidas sobre os cuidados básicos das orquídeas. Afinal, muita gente não tem o hábito de cuidar de plantas, mas depois de um aniversário ou até mesmo o dia das mães, por exemplo, é normal que as pessoas se vejam com uma planta nova para cuidar, e acabam precisando aprender, de forma simples e rápida, como cuidar de uma orquídea.

Pensando nisso, decidimos listar 6 cuidados básicos necessários para manter uma orquídea bonita e saudável. Imagine que, daqui a algum tempo, você vai receber novamente a visita de quem te deu a orquídea de presente. Seria muito gratificante mostrar que você cuidou bem da planta. Agora, imagine o contrário: se a planta definha, você corre o risco de pagar mico diante do convidado.

 

Por isso, confira os cuidados básicos para orquídeas em um guia simples e rápido:

 

1) Cuidados básicos com iluminação:

Muita gente comete o erro de colocar as orquídeas no sol. Mas quando entendemos que, na natureza, elas estão sempre abaixo das copas das árvores, podemos compreender que elas precisam estar em um local iluminado, porém sem luz solar direta. A Phalaenopsis também gosta luz artificial, desde que também haja iluminação indireta do sol.

 

 

2) Cuidados básicos com a rega:

Um dos grandes segredos para regar orquídeas é colocando 3 pedras de gelo no vaso, abaixo das folhas, uma vez por semana. Essa frequência pode ser um pouco maior no verão, e ser feita a cada quatro dias. O importante é que as pedras de gelo, além de manterem uma temperatura amena, gotejam a água e permitem uma absorção mais lenta, sem acumular água no vaso – isso seria mortal para elas! Caso não queira colocar gelo, você pode regar, mas sempre deixando a água escorrer, sem jamais acumular na parte de baixo das raízes.

 

3) Cuidados básicos com temperatura:

As orquídeas, especialmente as Phalaenopsis, gostam dos ambientes mais frescos e com boa ventilação. Aliás, elas são muito sensíveis ao sol direto e sequer conseguem se recuperar dos danos do sol: se for em excesso, as folhas vão sofrer queimaduras e cair.

 

4) Cuidados básicos com o corte das hastes:

Depois que as flores caem, é importante cortar as hastes que ficam secas. Caso não fiquem secas, não é necessário cortar – e provavelmente haverá uma nova florada. Você pode cortar a haste em sua base, deixando apenas 2 cm dela. Outra opção é cortar a haste logo acima da terceira gema (aquele “nó” que se forma) e com isso surgirá uma nova florada ou, talvez, uma nova muda.

5) Cuidados básicos para adubar as orquídeas:

Deve-se utilizar os adubos encontrados nas lojas especializadas com os nomes 10:10:10 ou 20:20:20. Isso significa que eles possuem as mesmas quantidades de nutrientes diferentes. Aplique o produto  uma vez por mês, e procure não adubar em época de floração.

6) Cuidados básicos com as raízes:

Quando as raízes estão bem hidratadas, elas apresentam uma coloração verde. Se estiverem brancas ou cinzentas, significa que precisam de água: se for o caso, coloque em uma bacia de água por dois minutos e depois retire, permitindo que a água escorra. Já as raízes cinzas e moles simbolizam excesso de rega. Muitas vezes, elas cheiram a mofo. O ideal é deixar sem rega nenhuma por cerca de 10 dias.

A Lenda da Orquídea

A lenda de Hoan-Lan é chamada popularmente de “lenda da orquídea” especialmente na cultura ocidental, e faz sentido que tenha surgido na Indochina: apesar de haver orquídeas em todos os continentes, são as de origem asiática – como a Phalaenopsis – que mais conquistaram o gosto do público graças à beleza e delicadeza que apresentam.

 

A lenda de Hoan Lan

Conta-se que na cidade de Anam (em um território que provavelmente seria o Vietnã nos dias de hoje) vivia uma belíssima jovem chamada Hoan Lan, que era adorada por muitos homens devido à sua graciosidade. Entre eles, destacou-se Kien-Fu, que trabalhou com grande paciência para produzir as mais belas peças de jade e ouro, e a presenteou, esperando ter seu amor correspondido. No entanto, ela se enfeitou com as peças para em seguida desprezá-lo, assim como fazia com todos os homens: aproveitava-se da paixão deles para depois agir com frieza e desprezo.

Depois que Kien-Fu se suicidou, jogando-se no Rio Vermelho, o poderoso Deus das Sete Flechas, que a tudo via, decidiu que deveria castigar a maldade de Hoan Lan. Então, ele fez com que ela se apaixonasse perdidamente por Mun-Say, homem que não se importava com a beleza de Hoan Lan e era apaixonado por outra mulher.

Após o feitiço fazer efeito, a jovem ficou desesperada por não ter seu amor correspondido, chegando a pedir ajuda a outros deuses, e acabou encontrando-se com uma bruxa de pés de cabra. A bruxa fez uma proposta: que ela vendesse sua alma a ela, em troca de vingar-se do desamor de Mun-Say: se ele não se apaixonasse pela jovem, ao menos não se apaixonaria por nenhuma outra mulher. Desesperada, ela aceitou.

Após poucos dias, a jovem encontrou-se com Mun-Say e o abraçou na expectativa de ter seu amor correspondido. Mas devido ao feitiço da bruxa, ele se transformou em uma árvore. Essa seria a forma que a bruxa encontrou de fazer com que o homem não se apaixonasse por mais ninguém.

Sem conseguir fazer com que a bruxa desfizesse o feitiço, Hoan Lan abraçou a árvore e lá permaneceu por tanto tempo que despertou a compaixão de um poderoso gênio, que decidiu protegê-la antes que a bruxa levasse a alma dela.

Colocando a mão sobre a testa da jovem, agora perdidamente apaixonada, o gênio concedeu-lhe o perdão por tudo o que fez, e prometeu que faria com que a bela jovem não se separasse do amado nunca mais. E foi então que o gênio transformou-a em uma flor que correspondesse àquilo que Hoan Lan tivera sido ao longo de sua vida: requintada e bela, porém caprichosa e volúvel. Os braços dela se tornaram raízes, que abraçariam a árvore para sempre e assim a manteriam unida ao amado. E então surgiu a primeira orquídea.

 

E assim termina a famosa lenda da orquídea, ou lenda de Hoan Lan.

Orquídeas Phalaenopsis: família, classificação e anatomia

Consideradas as mais delicadas entre todos os gêneros de orquídeas (o que significa que ainda são divididas em diferentes espécies), as Phalaenopsis se originaram em países do sudeste asiático – Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia – além do sul da China, Taiwan, Nova Guiné, entre outros países próximos.

O termo Phalaenopsis se origina das palavras gregas Phálaina, que significa mariposa, e Opsis, que significa “parecido”. Ou seja, elas são chamadas assim porque fazem lembrar uma mariposa em pleno voo, criando uma imagem bela e delicada.

Para conhecer ainda mais sobre as orquídeas phalaenopsis, é importante conhecer um pouco mais sobre a família, classificação e a anatomia desta planta que tanto amamos.

 

Família:

Como já era de se esperar a família de plantas à qual pertencem as phalaenopsis é a Orchidaceae, ou simplesmente Orquídeas. Considerada uma das maiores famílias de plantas, com inúmeras variações de subfamílias, tribos e gêneros, as orquídeas são encontradas na natureza em todos os continentes do planeta (exceto a Antártida). Ao longo dos anos, todas elas foram ganhando destaque para uso ornamental devido às variações de cores, aromas e formatos nos quais se apresentam.

O único uso não ornamental encontrado em uma orquídea ocorre no gênero Vanilla, da qual se extraem pequenas vagens que dão origem a uma especiaria aromática que chamamos de Baunilha.

No total, foram calculadas cerca de 25 mil diferentes espécies da família das orquídeas, o que torna esta família a maior de todas as famílias botânicas.

 

Classificação:

As Phalaenopsis podem ser classificadas em dois grupos diferentes que chamamos de Padrão e Miniatura.

As Phalaenopsis padrão se caracterizam por possuírem caules longos e ramificados, que podem chegar a até 1 metro de altura. As flores são arredondadas e possuem tons de rosa ou branco.

Enquanto isso, as Phalaenopsis miniatura possuem caules curtos, que não passam dos 30 centímetros. As flores são menos arredondadas e mais cerosas, além de cores mais pronunciadas.

Os dois tipos de Phalaenopsis são considerados plantas epífitas, ou seja, aquelas que na natureza podem se localizar em cima de outras plantas ou árvores, mas sem afetar ou causar danos ao hospedeiro – ao contrário das plantas e animais tidos como parasitas.

 

Anatomia:

As orquídeas Phalaenopsis são consideradas Monopodiais. Isso significa que um único rizoma, oriundo de uma única “fonte” da raiz, possibilita o crescimento de diversos caules capazes de gerar flores – outros gêneros costumam ser simpodiais, que geral diferentes pontos de raízes, que por si gerarão um só caule.

Confira as partes que integram as orquídeas Phalaenopsis:

 

– Raiz: fixa a planta ao substrato e é responsável por absorver os nutrientes necessários.

– Caule principal: um único caule que se origina da raiz, e que abre espaço para o surgimento de novas hastes sempre que for florescer novamente.

– Haste: é a “casa da flor”, que surge a partir do caule.

– Raiz aérea:outro tipo de raiz que absorve umidade e nutrientes do ar.

– Folha: também responsável pela “respiração” e alimentação da planta, as folhas das Phalaenopsis possuem furos minúsculos chamados de estômatos, e que são os responsáveis por manter a planta “respirando” e absorvendo energia da luminosidade solar.

– Cápsula ou botão: a flor em seus estágios iniciais de desenvolvimento.

– Flor: o verdadeiro motivo pelo qual cultivamos a planta, a flor de uma Phalaenopsis (e da maioria dos gêneros de orquídeas) pode ser dividida em diferentes partes. Algumas são muito fáceis de identificas:

  • Sépala Dorsal: a “pétala” apontada para cima.
  • Pétalas: as “asas da mariposa”.
  • Sépalas Laterais: semelhantes à sépala dorsal, mas voltadas para baixo.
  • Labelo: parte da flor que forma um arco

 

Pronto. Agora você conhece muito mais sobre as orquídeas Phalaenopsis.

Substrato para Orquídeas: Carvão, Chips de Fibra de Coco ou Musgo, qual é melhor?

Se formos pensar o que é o melhor substrato para orquídeas, podemos levar em consideração que precisam de umidade na medida certa, mas também espaço para arejar e nutrientes para crescer forte e dar flores lindas, certo?

 

Então, para isso, sua escolha não tem que ser carvão ou fibra de coco, ou musgo, e sim uma combinação dentre os nove tipos possíveis de substratos. Um alinhamento entre dois ou três tipos deles já é suficiente para que as orquídeas consigam ter consagrado o seu “mundinho ideal”.

Confira os principais substratos para orquídeas:

 

Fibra de coco:

Processados e comercializados por empresas;

– Precisam ter passado por processos de dessalinização e esterilização, pois suas fibras salinas podem necrosar as raízes.

– Duração de 2 anos

– Usar puro ou com outro substrato;

– Secagem da rega em tempo moderado;

 

Musgo:

– Retirado dos leitos dos rios o que causa impacto ambiental e pode causar extinção;

– Utilizar somente de empresas que cultivam o musgo;

– Estimula o enraizamento, por esse motivo é muito usado em plantas novas que precisam de cuidados especiais

– Indicação é misturar com outros substratos para equilibrar a umidade evitando o apodrecimento da raíz;

– Secagem da rega em tempo moderado

 

Carvão vegetal:

– Proveniente da carbonização de madeira;

– Ótimo substrato para principalmente locais úmidos;

– Aerado o que facilita a drenagem da rega;

– Bactericida natural e repelente de pragas como lesma;

– Por ser excelente na drenagem é recomendado usá-lo acompanhado de outro substrato que retenha água;

– Precisa ser lavado uma vez por mês por ficar impregnado com o sal das adubações;

– Duração de 2 a 3 anos.

 

Casca de pinus:

– É o substrato mais usado;

– Mistura-se normalmente com outro para melhor aeração;

– Ele ajuda a manter umidade e adubação por um período de tempo;

– Precisa se deixado de molho e ir trocando sua água, até que fique cristalina, antes de utilizar. Possui tanino que é prejudicial para as raízes;

– Ao final do processo de limpeza da casca deixar de molho em água sanitária para matar fungos e bactérias, somente ai lavar e utilizar.

 

Casca de árvores:

– É um substrato que pode ser usado como vaso;

– Comumente utilizado dentro de cachepôs ou vasos de barro;

– Saiba antes de usar a quantidade de tanino da casca e se necessário faça a limpeza.

 

Escolha o substrato para orquídeas que fizer mais sentido para você e for mais fácil de encontrar.