Como Holambra ensina a reconstruir a paz com as flores

O Sitio Kolibri teve início no final dos anos 1980, e foi fundado por Theo e Lisette Breg. Quando eles chegaram em Holambra, a cidade já reunia a comunidade de holandeses e uma economia voltada à agricultura e à produção de flores ornamentais. Ao longo dos anos, o Sitio Kolibri se especializou em orquídeas Phalaenopsis, e passou a produzir apenas estas flores. O que pouca gente sabe é que a cidade de Holambra carrega em sua história uma trajetória de resiliência que simboliza a verdadeira reconstrução da paz.

 

Fim da guerra, surgimento de uma cidade

A fundação da cidade de Holambra tem tudo a ver com o fim da Segunda Guerra Mundial. Com o fim da guerra que assolou toda a Europa, a Holanda passava por problemas graves e demoraria muito tempo a se recuperar. Canadá, Austrália e Brasil se tornaram destinos comuns para holandeses que buscavam uma vida melhor.

Foi em 1948 que a cidade começou a se desenvolver. Em um acordo, foram adquiridos 5 mil hectares de uma fazenda na região de Campinas. O objetivo inicial era que os imigrantes criassem gado para produção de laticínios na região, mas os primeiros resultados não foram positivos. Somente em 1951, com a chegada de novos imigrantes, começou a criação de plantas ornamentais.

Mesmo assim, a cidade de Holambra continuava sendo o símbolo de novas oportunidades para quem sofreu com a guerra. Uma bela história é a da família Welle, cujo primeiro membro a chegar na cidade havia mantido bulbos de flores por cinco anos, sem cultivar. Chegou a ser considerado louco por insistir em cultivar flores, ao invés de algum tipo de alimento. Diziam que “flores não matam a fome”.

 

Felicidade: alimento da alma

Se flores não são comestíveis (ao menos a maioria delas), o fato é que elas matam a fome da alma. Trazem felicidade, dão mais cor ao dia.

Além de terem enfrentado as mazelas de uma das maiores guerras da história, os imigrantes holandeses que aqui chegaram nos anos 1950 vinham em navios de carga. Passavam dias em lugares apertados e comendo comida estragada. Muitos chegaram em território brasileiro com enjoo e fome.

Com as dificuldades superadas, tanto a cidade de Holambra quanto a Holanda, na Europa, se recuperaram da guerra com a felicidade das flores. No país europeu, vale destacar que a produção de flores ornamentais havia sido reduzida drasticamente durante Segunda Guerra, mesmo com um histórico de produção que remontava cerca de 500 anos antes, quando os primeiros holandeses descobriram essa possibilidade em jardins na região do Império Turco-Otomano.

É a paixão pelas cores e a habilidade de plantar que simbolizaram a luta de tantas pessoas por uma vida melhor.

As plantas, a cidade de Holambra e todas as histórias de imigração no Brasil são evidências de que não há guerra ou destruição capaz de acabar com os sonhos das pessoas. Esses mesmos sonhos vieram na mala dos fundadores do Sitio Kolibri anos depois. E são os mesmos sonhos que alimentam o nosso dia a dia para produzir as Phalaenopsis mais bonitas, para que alimentem o sonho de cada um.

 

 

*aqui no blog do Sitio Kolibri, vamos começar a contar mais histórias! Hoje foi o dia de conhecer um pouco mais da história de Holambra.

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